
CIEPS
Uma identidade que descende da cidade — o brasão de Araguari virou marca de congresso.
O desafio
Reposicionar um congresso universitário de saúde que cresceu por sete edições até virar o maior do Triângulo Mineiro — 700 pessoas, 40 minicursos, um hospital universitário de 337 leitos ancorando o projeto — mas que, de fora, ainda era lido como “congresso de faculdade”. Como uma organizadora resumiu na imersão: “a gente não sabe se posicionar.” E 2026 marcava a virada: o antigo COEPS virava CIEPS, primeira edição internacional. Não era rebranding cosmético; era refundação — sem perder a autoria estudantil que sempre foi o coração do projeto.
Solução e processo
A pesquisa saiu do briefing e foi pra história da cidade. Araguari tem, desde 1966, um lema oficial gravado no brasão: Cidade Surpresa. E na imersão os organizadores repetiam: “todo mundo que é de fora se surpreende quando chega.” A dor do cliente e o lema da cidade eram, palavra por palavra, a mesma coisa — e viraram a promessa da marca: a cada edição, o CIEPS entrega mais do que o congressista esperava. O símbolo veio da bandeira de Araguari (1966): as oito faixas radiais foram isoladas e viraram o sinal do congresso. A paleta saiu inteira da heráldica municipal, com Lora e DM Sans, num sistema de três ambientes pra resolver o pedido literal do cliente: parar de trocar a identidade todo ano.
Resultado e impacto
O CIEPS entra na primeira edição internacional com uma identidade que descende da cidade em vez de ser inventada pra ela — cada escolha com lastro em lei municipal ou marco histórico. Isso muda o argumento comercial: diante de um patrocinador ou de um palestrante internacional, não apresenta marca de evento estudantil, apresenta uma marca que herda quase um século de tradição educacional no mesmo terreno do campus. Um congresso que só podia ter nascido ali.