
Terron
“Quem produz, sabe.” A primeira ração premium que trata o produtor como companheiro, não como cliente.
O desafio
Construir do zero a marca de uma empresa de nutrição animal que ainda não vendeu a primeira sacaria — e transformar a voz de dois fundadores num sistema capaz de sustentar preço premium num setor que só sabe vender tabela e preço. A nutrição animal é um mercado de R$ 160 bilhões, mas a comunicação é um uniforme: verde, boi nelore, céu azul, frase motivacional. Ninguém fala em primeira pessoa, ninguém ocupa o território premium. E tinha uma armadilha: juntos, Lucas e Érica somam cerca de 265 mil seguidores — mais que a Guabi e a Agroceres somadas. Se a Terron entrasse como “a marca do casal”, viraria acessório de influenciador em vez de marca.
Solução e processo
Mapeados oito concorrentes lado a lado, encontramos um mercado conformista: paleta repetida, imagens clichê, tom de palestra. O território da marca premium desejada estava vazio — como a TXC provou no vestuário do agro, e ninguém tentou em ração. O conceito nasceu de uma palavra que os dois já usavam sem ensaiar: Companheiro — o produtor entra como companheiro da Terron, não como cliente. Daí vieram o DNA (“A Marca de Palavra”), o credo dito pelo Lucas (“é puxado, mas compensa”) e a assinatura “Quem produz, sabe”. A voz não foi inventada; foi codificada do que já estava pronto nos donos. O símbolo, desenhado do zero, são folhas que remetem à terra e à matéria-prima da ração, num emblema em verde profundo com dourado — o território premium que nenhuma ração ocupa.
Resultado e impacto
A Terron entra ocupando o território da marca premium desejada, que ninguém no país reivindicou — enquanto o mercado inteiro briga pela mesma tabela e pelo mesmo preço. Nasce em Catalão, no Sudeste de Goiás (3º maior produtor de grãos e 3º maior rebanho do Brasil), com uma vantagem rara de lançamento: os donos já somam cerca de 265 mil seguidores. Fala direto com a persona mais pagante e mais ignorada da ração — o produtor independente de médio porte que os gigantes miram de longe. Do símbolo à bio, tudo puxa o mesmo fio: uma marca de produtor pra produtor, construída pra crescer cem vezes sem perder a cultura de casa. Porque o Lucas fala raiz, e a marca aprendeu a falar raiz também.