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Louçadada

Louçadada

Tem coisa que não se compra pronta. Casa é uma delas. A casa que ensina a casa, em Araguari desde 1966.

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O desafio

Chegar aos 60 anos sendo a loja que a cidade inteira conhece e, ainda assim, carregar uma fama pela metade: cara, sem que ninguém soubesse dizer por quê. A Louçadada abriu em 1966, atravessou quatro endereços e três gerações da mesma família, e hoje vende decoração num mercado de R$ 119 bilhões que cresce acima do PIB há três anos seguidos. O problema nunca foi falta de matéria-prima, foi falta de forma: o serviço que sustenta o preço acontecia todo dia e não estava dito em lugar nenhum. A garimpagem em quatro ou cinco feiras por ano atrás do que a cidade ainda não viu, a visita à casa do cliente antes da venda, o condicional que sai de caminhonete e dorme ambientado na sala, a montagem assinada pela própria equipe. “Eu gosto de ir antes porque foto é muito diferente de você ver pessoalmente o ambiente”, disse a Karla na imersão. E havia um segundo risco: a praça inteira comunica igual, no mesmo tom pastel e no mesmo dialeto de oferta, e a marca mais antiga de Araguari corria o risco de parecer só mais uma.

Solução e processo

A imersão com as sócias abriu cinco territórios ditos sem nenhuma intenção de marca: a casa, a herança, o aprender, a grife e o laço da fachada. Do cruzamento deles nasceu o conceito: a casa que ensina a casa. É literal, porque uma família morou dentro da loja, e é estratégico, porque nomeia o que a Louçadada faz há seis décadas, que é ensinar as outras casas da cidade a serem casas. O posicionamento foi cravado em cima do fosso que nenhum concorrente replica, o serviço que atravessa a porta antes da venda, e o propósito coube numa frase: que o bom gosto continue entrando nas casas da cidade, de geração em geração. O vocabulário virou o da casa, com ensinar, receber, compor e herdar no centro, e com as palavras de oferta banidas, promoção e imperdível entre elas. Na identidade visual, o laço da fachada, que a cidade já reconhece de longe, foi redesenhado pra funcionar pequeno e virou o gesto gráfico da marca: o que a casa ensina, ela entrega embrulhado. O azul da família assina por cima do grafite da fachada, e a serifa editorial ocupa um território de tradição que nenhum concorrente da praça usa.

Resultado e impacto

A Louçadada sai do projeto com o preço explicado. O que era fama de cara virou serviço com nome, e a sacola, a caixa, o cartão e a montagem passaram a contar a mesma história dentro da casa do cliente. O sistema nasceu pronto pras frentes que a casa já tinha na cabeça, da aula gravada dentro da loja ao braço de lista e montagem, todas assinadas pela mesma marca, sem fragmentar o nome que a cidade conhece. E a herança, que era a maior força e não aparecia em lugar nenhum, virou a coisa mais visível: os 60 anos escritos ao lado do laço, na porta e em tudo que atravessa ela.

Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto Louçadada, peça do projeto