
Benetro
Uma marca que senta na mesa num setor que só manda cotação por e-mail.
O desafio
Construir do zero uma marca capaz de dar credibilidade institucional a uma importadora nova, sem histórico de vendas, que precisava chegar na mesa de donos de hospital e gestores públicos disputando contratos de milhões. Ela tinha que parecer consolidada desde o primeiro contato, num mercado de R$ 50 bilhões onde nenhum concorrente construiu marca de verdade — e ainda resolver uma tensão de nascença: um time jovem e informal tentando conquistar um comprador conservador, que valoriza peso, tradição e aperto de mão.
Solução e processo
Tudo partiu de uma frase dita na imersão: “todo mundo nessa mesa vai crescer.” A mesa de negociação — onde o contrato é discutido e a confiança é selada olho no olho — virou o conceito central. O nome nasceu dos sobrenomes dos sócios reorganizados em sílabas até virar uma palavra institucional de origem oculta. O símbolo é um cubo isométrico formado pelo encaixe de duas letras M: mesa de conselho, contêiner e estrutura, ao mesmo tempo. A paleta foge do azul hospitalar genérico do setor — marinho de sala de conselho, tons de pedra, off-branco e um acento em cobre que marca presença sem gritar.
Resultado e impacto
Uma marca que parece pertencer a outro campeonato dentro do próprio setor. Onde os concorrentes são visualmente intercambiáveis, a Benetro comunica solidez, peso e transparência antes mesmo de ser explicada — uma identidade que sustenta o escrutínio de uma licitação e o respeito de um comprador exigente, posicionando uma empresa nova como aliada de confiança de quem cuida de vidas.